8 EMPRESAS FAZEM PARTE DA ABRAPLEX

 

Arteplex

Por trás do circuito do Cinema Arteplex está a figura de Adhemar Oliveira. O paulista de Jaboticabal é o diretor de programação do Espaço Itaú de Cinema, do Cinearte e do Cinespaço, que se consolidaram no mercado no início dos anos 2000.

A história de Adhemar começou ainda nos anos 1980, mas não em São Paulo. No Rio de Janeiro. Ele foi um dos fundadores do Cineclube Estação Botafogo, em 1985, espaço que se preocupava em manter uma exibição eclética, com filmes independentes, e que se transformou num templo da geração de cinéfilos ali formada.

Em 1993, o grupo decidiu expandir e ir para São Paulo. Adhemar voltou para a terra da garoa, onde criou o Espaço Unibanco, projeto que transformou um decadente cinema da rua Augusta em três salas, com livraria e café. Pouco depois de trazer este mesmo conceito para o Rio, Adhemar acabou desligando-se do Grupo Estação.

Na separação, o diretor de programação ficou com a sala em São Paulo e com o Arteplex, na Praia de Botafogo, no Rio. Com a mudança, optou por seguir uma linha diferente, inédita no país: preservou algumas características dos cineclubes, com uma programação de filmes de arte, e as uniu a conceitos do multiplex. Ou seja, tecnologia de ponta, serviço de snack bar, com opções de filmes blockbusters. Tudo isso sempre com a colaboração de um banco — primeiro, o Unibanco, e depois, o Itaú. A junção dos dois conceitos, denominada Arteplex, fez com que o espectador tivesse mais opções e ganhasse em conforto.

Hoje, o Cinema Arteplex conta com 57 salas espalhadas por nove cinemas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre, mostrando que a criatividade de unir dois polos distintos, mas sempre priorizando tecnologia e variedade na programação, deu certo. O circuito está entre os principais responsáveis pela transformação do circuito exibidor de filmes de arte no país.

Outro marco do grupo foi inaugurar a primeira sala IMAX no Brasil. Em formato stadium, com uma tela de 21 metros de largura por 14 metros de altura, praticamente o triplo de uma tela convencional, esta sala fica no Shopping Bourbon Pompeia, em São Paulo, e conta com a qualidade de som de 7.1 canais.

 

Cineart

A década de 1940 foi de grandes mudanças em Belo Horizonte. Logo no início, Juscelino Kubitschek assumiu a prefeitura da capital mineira, promovendo grandes transformações até 1945. Em 1947, surgiu o Cine Teatro Brasil, o primeiro cinema de rua da cidade. O espaço contava com 1.850 lugares e os mineiros lotavam constantemente a sala, a ponto de ele atingir as maiores bilheterias das décadas de 1950 e 1960. O sucesso animou os donos, que, ao longo desse período, investiram na inauguração de mais oito salas: Palladium, Metrópole, Acaiaca, Jaques, Pathê, Odeon, Floresta e Tamoio.

A Cineart nunca tirou o foco do seu público-alvo, os mineiros. Por isso, ao longo dos anos, expandiu-se pelo estado, sempre se adaptando aos novos tempos e procurando os melhores equipamentos, em busca de conforto e qualidade no atendimento.

Atualmente, a empresa comemora 70 anos de existência e consolida-se no mercado de exibição de filmes como uma empresa multiplex. Os 12 complexos estão todos localizados no estado de Minas Gerais. A Cineart está presente em Belo Horizonte com sete cinemas, além de outros seis nos municípios de Betim, Contagem e Pouso Alegre. São ao todo 69 salas digitais, sendo 16 delas em 3D, uma IMAX, uma sala VIP, no Net Cineart Ponteio, em Belo Horizonte, e quatro salas Ex Wall, que contam com projeção 4K e som digital com mais de 10 mil watts de potência.

 

Cinépolis

Em 1971 surgia a Organização Ramírez, na cidade de Morelia, em Michoacán, no México, com a proposta de ser a melhor opção em entretenimento. Quarenta e seis anos depois, a empresa, que hoje em dia é conhecida como Cinépolis, tem mais de 65% do mercado mexicano, e espalhou-se pelas Américas, onde está presente em 11 estados dos Estados Unidos, cinco países da América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Panamá), cinco países da América do Sul (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru), além de marcar presença na Europa, em 17 províncias da Espanha, e na Ásia, onde está em 28 cidades da Índia. Ao todo, são 594 cinemas com 4.917 salas e 876.400 poltronas.

A exibidora mexicana é a mais nova entre os associados da Abraplex no Brasil. Chegou em 2010, mais precisamente em Ribeirão Preto (SP), já com o mercado de multiplex consolidado. A empresa, então, acelerou. Logo no primeiro ano de operação no país, já tinha 64 telas. Depois de dois anos, praticamente triplicou seu circuito, com 174 salas, tornando-se a segunda maior exibidora em número de salas. No início de 2017, ou seja, em pouco mais de seis anos, a Cinépolis se transformou na segunda maior exibidora do Brasil, com 49 cinemas e 369 salas espalhadas por 34 cidades de 20 estados, um recorde de inaugurações em tão pouco tempo.

A estratégia foi simples: analisar em quais cidades havia uma demanda por salas de cinema. Por isso, a rede está majoritariamente presente nas regiões Norte e Nordeste do país, contabilizando 48 e 92 salas, respectivamente. Só em Manaus (AM), a exibidora mexicana tem três complexos que somam 26 salas.

A política da Cinépolis, além de buscar equipamentos de tecnologia avançada, é prezar também pela qualidade de seus serviços. Não é à toa que marca sua presença no mercado nacional com 40 salas VIP, um número bastante expressivo.

 

Cinemark

Quando a rede Cinemark inaugurou seu primeiro complexo de cinemas nos Estados Unidos, em 1984, o público lotava as salas para assistir a filmes hoje considerados clássicos, como Caça-fantasmas, Footloose, Gremlins, Indiana Jones e o templo da perdição e O exterminador do futuro. Em pouco tempo, a Cinemark ampliou seu território e se tornou o terceiro maior circuito norte-americano, com 339 cinemas e 4.542 telas espalhadas em 41 estados americanos.

Não demorou para que a rede se expandisse e conquistasse novos países, sendo, hoje em dia, a maior rede mundial em números de ingressos de cinema e a segunda maior rede do mundo em número de salas.

Em 1997, a Cinemark chegou ao Brasil. Em junho daquele ano, inaugurou o primeiro multiplex, em São José dos Campos, São Paulo, com oito salas e serviço de snack bar. Desde então, os números só aumentam. Hoje, a rede está presente em 45 cidades de 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal. São 610 salas em 82 cinemas no país e mais de 45 milhões de espectadores por ano. Os cinemas da rede norte-americana empregam, no Brasil, mais de 4 mil funcionários.

Foi a rede Cinemark que trouxe para o Brasil o conceito de salas VIP, em 2008. Hoje, esses espaços, conhecidos na rede como Prime, prezam pelo conforto e pela alta qualidade em tudo. Desde o cardápio exclusivo, com opções de sanduíches gourmets e vinhos selecionados, até poltronas reclináveis em couro.

Em 2014, a Cinemark trouxe a D-Box, com poltronas que se movimentam para simular vibrações, quedas e trepidações, oferecendo ao público a sensação de participar do filme. A rede trouxe também ao Brasil a tecnologia Extreme Digital Cinema — XD, com telas maiores do que as convencionais e uma sonorização ainda mais potente. Hoje, 39 salas contam com a tecnologia XD.

A rede está presente em 16 países com 5.903 salas. Na América Latina, a rede tem 187 cinemas e 1.344 salas.

 

Cinesystem

A Cinesystem nasceu em 1999, quando a vontade de se aventurar em um novo ramo falou mais alto e o empresário Marcos Barros, que já acumulava uma experiência de mais de 15 anos em comunicação, abriu seu primeiro multiplex em Maringá, com o nome de Cine Aspen. O empreendimento ficava no então Aspen Park Shopping Center, hoje Shopping Maringá Park.

Como o primeiro espaço adquirido fez um grande sucesso, três anos depois, Barros foi convidado para estruturar os cinemas em outros shoppings que iriam abrir nas cidades de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Com as novas inaugurações, a marca “Cinesystem” foi criada e, a partir de 2003, a empresa passou a atuar propriamente como uma “rede”. Onze anos depois da inauguração, a Cinesystem já figurava entre as cinco maiores exibidoras do país.

O tempo passou, mas a filosofia da companhia se manteve: levar tecnologia de ponta e os principais lançamentos do cinema para regiões que nem sempre estavam no radar das grandes exibidoras e distribuidoras.

Vanguardista, lançou em 2011 o primeiro multiplex totalmente digital do Brasil. No ano seguinte, trouxe para o mercado exibidor nacional o conceito inédito de autoatendimento, e vem implantando este modelo em suas novas unidades desde então. Foi também a primeira exibidora da América Latina a inserir em suas salas o sistema de som Dolby Atmos®, e hoje opera o único cinema com 100% de projeção a laser da América Latina.

Nesses anos de história, a exibidora se expandiu pelo Brasil. A Rede Cinesystem Cinemas agora possui 145 salas, distribuídas por 25 complexos em dez estados brasileiros: Pará, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

GNC Cinemas

A GNC Cinemas surgiu da fusão de duas empresas familiares e tradicionais no ramo de cinema em Porto Alegre (RS): a Cia. Nacional de Cinemas, pertencente às famílias Cuervo Silva e Castello, e a empresa Leonforte, pertencente à família Difini Leite.

As três famílias decidiram juntar forças em um período complicado para a exibição de filmes no país. Os shoppings centers tomavam conta do território nacional e muitos cinemas de ruas fechavam as portas. Era preciso se atualizar e acompanhar a direção dos novos tempos. Por isso, elas se uniram e começaram a montar salas em grandes centros comerciais. Foram os pioneiros na região Sul. O GNC — ou Grupo Nacional de Cinema — iniciou suas atividades em 1991, quando foram inauguradas suas três primeiras salas, no shopping Praia de Belas, em Porto Alegre. Ao longo dos anos, este cinema se expandiu para seis salas.

Hoje, a GNC opera 53 salas espalhadas por dez complexos, sendo 20 deles 3D, e três salas VIP. Inclusive, a primeira sala de luxo no Sul do país é da GNC, no complexo de Blumenau. A exibidora gaúcha, além de Porto Alegre, também está presente em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e no estado de Santa Catarina, nas cidades de Criciúma, Joinville e Balneário Camboriú, além de Blumenau.

A exibidora também foi pioneira em oferecer serviços inovadores a seus clientes. Além de atores presentes nas estreias, a GNC levou para as telonas a exibição do Oscar, num tempo em que não se falava das possibilidades de entretenimento que uma sala de cinema poderia proporcionar. Foi montado um pequeno palco na primeira versão do cinema Praia de Belas e, lá, foram realizados desde desfiles de moda a luta de esgrima para o lançamento de A máscara do Zorro, em 1998. Tudo para surpreender o espectador e atraí-lo para as salas. A GNC também conta com o programa de fidelidade Movie Club. Com ele, a exibidora fideliza seus clientes e também passa a conhecê-los. A cada compra de ingresso, o cliente acumula pontos e pode ganhar brindes como ingressos, pipocas e refrigerantes.

A GNC aposta na constante modernização de seus cinemas. Em geral, uma vez por ano, um de seus complexos passa por uma reforma total.

 

Moviecom

A história da Moviecom teve início há quase 100 anos, em 1926, quando ainda se chamava Araújo & Passos, nome emprestado dos fundadores Azor de Araújo e João José Passos. A empresa era uma das oito distribuidoras que havia no Brasil na época, com sede em Botucatu, interior de São Paulo.

Em 1946, quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim, a economia do país recebeu alguns estímulos. A Araújo & Passos decidiu, então, também entrar no mercado de exibição de filmes. Nos anos 1960, os filhos de Azor e João assumiram os negócios. Na década seguinte, a empresa saiu definitivamente do ramo da distribuição e passou a se dedicar exclusivamente à exibição.

Nos anos 1980, o baque econômico atingiu a empresa, que sentiu a chegada do videocassete e o início da migração dos cinemas de rua para os shoppings. Foram anos difíceis. Em 1996, a sociedade foi encerrada e, a partir de então, os antigos sócios trilharam caminhos diferentes. Surgia então a Cinematográfica Passos.

A concorrência de grandes exibidoras estrangeiras não intimidou essa pequena empresa brasileira, que se reestruturou, se modernizou e cresceu. Em 1999 um novo sócio, Leonardo Frossard de Faria, passou a fazer parte do quadro acionário da empresa, injetando ainda mais força aos planos de expansão da exibidora. Então, em 2003 a Cinematográfica Passos se transformou em Moviecom Cinemas, hoje uma das mais importantes exibidoras do país.

A Moviecom acompanhou o movimento que levava os cinemas para dentro dos shoppings. Investiu em tecnologia e na prestação de um serviço diferenciado, mesmo com a concorrência muito forte das exibidoras estrangeiras, e, com isso, a empresa continuou crescendo. Hoje a Moviecom está presente em 20 cidades, sendo 11 no interior do estado de São Paulo e as restantes espalhadas por outros sete estados, sempre privilegiando as regiões carentes da magia do cinema. São 108 salas distribuídas por 22 complexos, cuidados por uma equipe de mais de 600 colaboradores.

Além de oferecer produtos especiais para escolas e empresas, a Moviecom investe no diálogo com seus clientes, por meio de uma comunicação constante nas mídias digitais e do seu clube de vantagens, o Moviecom+.

 

UCI

A UCI — United Cinemas International Ltda. — nasceu no Reino Unido e, desde 2005, faz parte da National Amusements Inc. (NAI), tradicional rede norte-americana de cinema que está há 74 anos no mercado. Ao todo, a NAI possui 79 cinemas com 925 salas das marcas Showcase Cinema de Lux, Showcase Cinemas, Multiplex Cinemas e UCI Cinemas em complexos nos Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Argentina. Hoje, a NAI é controladora da Viacom, da CBS e conta ainda com parceira da MovieTickets.com no serviço de vendas de ingressos on-line.

A UCI Cinemas está há 20 anos no Brasil. A rede chegou em novembro de 1997, no Estação Plaza Shopping, em Curitiba, e, aos poucos, firmou sua presença no país. Atualmente, os 23 cinemas, com suas 194 salas, estão em dez estados e 11 cidades brasileiras (Curitiba, São Paulo, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, Belém e Manaus). A UCI orgulha-se de ter o maior complexo de cinemas do país: o UCI New York City Center, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O megaplex tem 18 salas em formato arquibancada, sendo uma IMAX e duas DE LUX.

Em 2001, a rede foi responsável por trazer as primeiras salas digitais para o Brasil. No fim de 2010, após fechar um acordo exclusivo com a Sony, passou a exibir filmes com a tecnologia 4K. Hoje, os complexos da rede têm salas IMAX, XPLUS e DE LUX (salas VIP). Há também um serviço diferenciado: os espectadores podem escolher, dentro de uma mesma sala, entre poltronas convencionais, UCI SuperSeats e UCI SuperD.

As salas IMAX chegaram no Brasil em julho de 2011 pelas mãos da UCI. A novidade no mercado brasileiro foi instalada no megaplex da Barra da Tijuca, com um investimento de R$ 4 milhões. Hoje as cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Recife e Fortaleza também têm essas supersalas, com som digital alinhado a laser, distribuído por todo o ambiente em 24 canais, além de um telão gigante que ocupa toda a parede de projeção, do chão ao teto, e com resolução 4K, proporcionando ao espectador uma experiência nova de cinema.

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